As Vinhas

A vinha e o vinho sulcam o perfil económico e cultural da Vidigueira. Envolvidas num rendilhado de cepas, Vidigueira, Cuba e Alvito  integram a paisagem a que Fialho de Almeida chamou «O País das Uvas».

A herança da vinha e do vinho

No Alentejo, na época romana, a cultura da vinha era uma realidade. Há referências de Políbio à cultura da videira na parte meridional da Lusitânia, em meados do século II A.C. As grainhas de uvas encontradas na zona dos lagares ou lagaretas do vinho, nas escavações da vila romana de S. Cucufate (Vila de Frades — Vidigueira) entre os séculos I a IV, confirmam a importância que a vinha e o vinho tinham na região. Durante o reinado de D. João II, século XV, era frequente a aquisição de vinhos alentejanos por comerciantes bretões. No século XVI, não eram raras as partidas de galeões carregados de vinho desta região, com destino ao Oriente. Nesta altura, Vidigueira e Vila de Frades eram senhorio do Conde da Vidigueira, Almirante Vasco da Gama, a quem se pagavam vários foros pelas vinhas. Um cronista do século XVII, mencionava Vila de Frades e Alvito como algumas localidades alentejanas onde se produziam os melhores vinhos. No século XIX, Vidigueira, Vila de Frades, Cuba e Alvito faziam já parte da sétima região vinícola do país. Pela história que assume e reinventa diariamente, profundamente marcada pela região que a envolve e com ela entrelaçada, a Adega apresenta-se como herdeira de toda uma cultura do vinho.

Rastreabilidade

Conscientes de que a qualidade e diferenciação dos vinhos começam na vinha, num acompanhamento global e específico a cada um dos nossos associados, prestado quer pelos nossos enólogos quer pela ATEVA, temos apostado no desenvolvimento do nosso cadastro vitícola, assim como numa política de rastreabilidade que nos permite um constante acompanhamento e responsabilização dos nossos associados.

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